Música contra o sistema!


Tropicalia 2ou

Onde estão Tropicália, Chicos e Vandrés para nos ajudar desta vez?

Quando a galera Brasil afora se divide em protestar, trabalhar e se preparar para o jogo da Seleção (este post começou a ser escrito 40 minutos antes da semifinal da Copa das Confederações), eu me arrisco a fazer um pouco dos três.
Já confessei em outras épocas minha tentativa fracassada de construir minha monografia do curso de Jornalismo sobre artistas que usaram a música como instrumento de politização da sociedade civil. Fracassei pura e simplesmente por não conseguir convencer professores que a música poderia ser debatida como meio de comunicação.
Incompetência minha, porém acabei escrevendo algo que conhecia muito bem na época, até porque era boa parte de tudo que eu já havia feito profissionalmente até então: o uso do rádio como instrumento de construção de ideologia. Modéstia inclusa, ficou boa também.
Já a minha tentativa fracassada de monografia é composta de três incursões, a primeira, óbvio, de 1968 a 1978, mas era tanta gente a pesquisar que meu orientador quase caiu da cadeira. Depois tentei limitar no Chico Buarque, o que também não resolveu muito, porque só ele, sozinho, importunava muito mais que dez Jovens Guardas.
Pra quem tiver curiosidade, está tudo neste blog. Aqui, minha monografia explicando como Getúlio Vargas usou o rádio como importante apoio de seus governos, também o golpista, mas mais o legítimo. Aqui, meu rascunho de rascunho (parte 1, parte 2) sobre o que seria a tese abordando a vida e obra de Chico Buarque. Por fim, aqui a tentativa de comprovar a liderança sócio-politico-cultural do rock de Brasília, no começo dos anos 1980. (parte 1, parte 2, parte 3, parte 4, parte 5, parte 6)
Se naquela época tínhamos gente muito boa ao lado dos rebeldes, contra o governo, hoje é um desfalque sensível do brasileiro revolucionário. Onde estão os pensadores de hoje? Estão fazendo o que, uma vez que a música só dá carreira a bundas e gente falando sobre beber e transar.
Quem vai despertar o senso crítico da população? Joelma? Munhoz e Mariano? Ou vamos ter que tirar os velhinhos sobreviventes de suas casas para enfrentarem o frio, o calor, a chuva e a política tudo de novo? Acham que Chico, Gil, Caetano e outros (inclusive Geraldo Vandré, que hoje é motorista de taxi e mora em uma quitinete na 9 de Julho, em São Paulo) estão dispostos?
Fico devendo um post com músicas de revolução, mais tarde com mais tempo. Por enquanto cada um que se lembre das suas. Qual é a sua música anti-sistema preferida?