O dilema de Gilson Kleina


 

Escalação de partida pela Libertadores expõe dificuldade ‘positiva’ de aproveitar reforços

 

 

Maikon Leite vinha participando de jogadas de gol em todos os jogos. Sobre Valdívia paira a mesma sombra de sempre, a de que ele seja o Valdívia que pode ser. Kleber, convocado não faz muito tempo por Mano Menezes para a Seleção, chegou machucado, já se recuperou, mas ainda não jogou. Os três começam no banco de reservas o jogo de logo mais contra o Libertad, pela Libertadores.

O confronto fora de casa contra o time paraguaio que venceu o Tigres na estreia, na Argentina, é considerado o mais difícil do Alviverde na fase de grupos. Nos últimos doze meses, o Libertad fez 29 partidas em casa e só perdeu uma. Guiñazu, ex-Internacional, é um dos líderes da equipe.

Nada que convença Gilson Kleina a mudar a equipe e lançar mão dos três reforços. Em seu favor, o técnico tem uma invencibilidade de mais de 30 dias (a única derrotada da temporada foi para o Penapolense no dia 27 de janeiro) e uma escalação que vai se repetir pela quarta vez: Fernando Prass, Weldinho, Henrique, Maurício Ramos e Marcelo Oliveira; Vilson, Márcio Araújo, Wesley, Souza e Patrick Vieira; Vinícius.

 

O Palmeiras de hoje tem formação muito parecida com a do Corinthians que conquistou a Libertadores no primeiro semestre de 2012

O Palmeiras de hoje tem formação muito parecida com a do Corinthians que conquistou a Libertadores no primeiro semestre de 2012

 

 

Independentemente deste jogo, mais cedo ou mais tarde pelo menos Kleber e Valdívia serão titulares (se não se contundirem de novo). E aí? Quem sai?

Para colocar o camisa 10, a escolha de Kleina é mais fácil. Valdívia pode perfeitamente fazer funções que vem sendo desempenhadas por Wesley e Souza. Foi para essa posição, aliás, que foi contratado pela primeira vez em 2006, com o aval do então técnico Tite. Pois bem, Wesley está em baixa, Souza está em alta. Quem sai?

 

Já para poder escalar o camisa 9 entre os titulares, Kleina será, faltamente, obrigado a mudar de formação. Na posição do único atacante do atual time titular, Vinícius, é difícil, já que são jogadores com características diferentes. Além disso, na cabeça de Kleina, ele muda menos a equipe mantendo um atacante aberto pela esquerda (que pode até vir a ser o Maikon Leite, se o camisa 7 resolver jogar futebol).

Eu diria que, no futuro, ele deva sacar Patrick Vieira. Ou vai manter os três no banco por mais algum tempo. Vai saber.

 

seria esse o Palmeiras do Futuro?