A aventura do Home Office


Na foto, meu humilde home-office

Na foto, meu humilde home-office

 

Começo a escrever este texto procurando no Google os conceitos de Home Office enquanto a minha filha de dois anos tenta me expulsar da cadeira do computador. Hora ela quer tomar meu lugar, hora ela quer que eu a siga pra qualquer outro lugar da sala de casa. No intervalo entre um e outro, tem a necessidade da janta (já são 19h30), a gestão da variação de humor da filha mais velha, adolescente, e alimentar os cães, tirar o lixo, etc…

Ah. É claro. No meio, e concorrendo com tudo isso (inclusive com este texto do blog) está o meu trabalho remunerado, aquele pelo qual vão me pagar.

 

Pronto. Resolvidos alguns contratempos (bebê nervoso, adolescente com fome e mamãe debatendo o que fazer na janta e o brigadeirão pré-pronto de sobremesa), volto à reflexão inicial.

Home Office, também conhecido pela sigla SOHO (Small Office and Home Office), significa ao pé da letra, escritório em casa. É um recurso normalmente usado por profissionais liberais e empresas cujo os funcionários não precisam ou não podem trabalhar no escritório.

A concepção fala do dia de trabalho desenvolvido em um ambiente diferenciado que compartilha a infra-estrutura do ambiente doméstico. No meu caso, a sala de jantar que, sem paredes e sem portas, está acoplada à sala de TV e à cozinha. Sem me mover eu sei o que se passa nesses outros dois cômodos, como o Mister Maker no Discovery Kids e o macarrão com nuggets no forno.

Enfim, o home office é um conceito de modelo empresarial, em moda pela globalização da economia e aumento da terceirização de serviços, que acabaram mudando o perfil do emprego e do local de trabalho.

Já passa das 20h e o estômago começa a me avisar que ainda não jantamos. Difícil produzir com fome. E lembro que hoje almocei relativamente cedo, às 13h, depois de conseguir produzir relativamente pouco pela manhã.

Nada que meia hora de descanso não resolva. Ainda sim consegui terminar o trabalho previsto para o dia antes das 18h. Agora só falta minhas horas diárias de estudo e a parte do dia em que eu passo trabalhando para mim, escrevendo meus devaneios pretenso-literários.

Mas, como diria o Lula, o importante é o principal. Fome.

 

 

Voltei. Entre a janta, sair para comprar uma cerveja (de vez em quando eu ainda posso) e um refrigerante, comer brigadeirão com o bebê, dar banho, descongelar o freezer, ajudar a lavar a roupa, já se foram três horas que eu comecei a escrever este texto.

Sobre o que eu falava mesmo?

Sim. Home-offices. O número de micro e pequenas empresas que começam seus negócios em casa tem sido cada vez maior, transformando os home offices em alavancas do setor empresarial e da economia. Além disso, muitas empresas acreditam que o profissional consegue ter mais foco no trabalho em casa, além de não perder tempo de deslocamento, que nas grandes cidades pode ser de mais de três horas.

A principal vantagem do home office é o conforto. Dependendo da área em que o profissional trabalhe, como a criação (de certa forma, o meu caso), é importante que a pessoa possa ficar concentrada e não vestida formalmente.

 

Algumas dicas podem ajudar a todos que, como eu, se arriscam nos home-offices. Flexibilidade, conveniência e controle sobre a rotina, sem ônibus lotados e engarrafamentos. Não existe fórmula mágica. É preciso organização, compromisso e disciplina.

Eu, é claro, não sigo nenhuma. Prova é que termino às 23h15 um texto que comecei às 18h. Ainda bem que não preciso pagar hora extra.