Corinthians X Chelsea – o que esperar da final do Mundial de Clubes?


Com quatro gols marcados nos últimos dois jogos, Fernando Torres atrai as atenções na final

Com quatro gols marcados nos últimos dois jogos, Fernando Torres atrai as atenções na final

 

 

O Mundial de Clubes da Fifa é o torneio que reúne os campeões continentais em uma disputa para decidir quem é o melhor do mundo. Na prática, salvo desastrosas exceções, é o confronto entre o campeão da Libertadores da América e da Liga dos Campeões da Uefa.

Neste ano, Corinthians e Chelsea se livraram de entrar para o clube das desastrosas exceções, venceram seus jogos e vão disputar a final. O time brasileiro, campeão da Libertadores, venceu o Al Ahly por 1×0, e o esquadrão inglês despachou o Monterrey (do México) por 3×1.

E o que esperar deste choque de gigantes? Essa pergunta deve ser respondida com uma observação macro, não apenas com base nos jogos de estreia das duas equipes na competição. E diga-se de passagem, ambos jogaram mal.

Contextualmente, o momento do Corinthians é melhor, é quase histórico. O time chegou ao Japão no ponto mais alto de uma ascensão meteórica que vive desde a temporada 2009, quando disputou a Série B do Campeonato Brasileiro. Desde então, colecionou títulos regionais e nacionais e, neste ano, conquistou pela primeira vez a Libertadores da América.

Sob o comando do técnico Tite, o Corinthians tem um elenco equilibrado, coeso e com peças versáteis que podem alterar a forma de jogar com pouca modificação no todo. E isso é fundamental para a manutenção da qualidade do toque de bola em campo.

O Chelsea vem de um segundo semestre desastroso, resultando na eliminação da Liga dos Campeões ainda na primeira fase e a demissão do técnico Roberto di Mateo (campeão Europeu na temporada passada) e protestos da torcida. Rafa Benitez voltou a comandar o time e, até agora, parece que colocou os azuis na linha.

Fernando Torres voltou a jogar bem, depois de uma fase desastrosa. Fez quatro gols nos últimos dois jogos. Benitez ainda ganhou o reforço do seu capitão, John Terry que, se não está no seu melhor estado físico (está voltando de contusão) é uma liderança moral muito forte em campo.

 

Análise tática

As duas equipes jogam basicamente do mesmo jeito: 4-2-3-1, bastante fechadas e valorizando a posse de bola ao extremo. E por mais que muitos apostem no favoritismo do time inglês, dificilmente pode-se esperar uma discrepância muito grande na proporção de posse de bola, como foi o confronto entre Santos e Barcelona, no ano passado.

Na estreia, Tite escalou basicamente o time que terminou o Brasileirão: Cássio; Alessandro, Chicão, Paulo André e Fábio Santos; Ralf e Paulinho, Danilo e Douglas; Emerson e Guerrero.

 

Possível escalação do Corinthians para a final do Mundial da Fifa

Possível escalação do Corinthians para a final do Mundial da Fifa

 

Rafa Benitez não está despistando quando diz que ainda não achou a melhor formação para sua equipe. Na estreia contra o Monterrey, o técnico surpreendeu, colocou David Luiz como volante, ao lado de Mikel, deixando estrelas como Lampard e Ramires no banco. Sua ideia foi reforçar o setor para dar total liberdade ao trio de armadores, formado por Oscar, Hazard e Mata. A escalação: Cech; Ashley Cole, Ivanovic, Cahill e Azpilicueta; David Luiz, Mikel, Oscar, Mata e Hazard; Fernando Torres.

O confronto

As duas equipes devem entrar com mudanças.

No Chelsea, existe a possibilidade de David Luiz (que jogou muito bem como volante) voltar à zaga, dando lugar a Ramirez ou Lampard. A tendência é que o segundo (que já tem 34 anos) comece no banco de reservas. Se isso acontecer, Azpilicueta deixa o time e Ivanovic volta para a lateral direita.

chelsea final mundial

 

 

 

Tite não gostou do que viu na estreia do rival inglês. Mas especificamente, o treinador corintiano ficou bastante preocupado com as ofensivas mortais do Chelsea pelo lado esquerdo, com Ashley Cole e Hazard. Com isso, deve promover a entrada de mais um avançado veloz para comedir as investidas adversárias, sem ter que abrir mão de Guerrero, que joga como atacante de referência.

Se isso acontecer, entram Jorge Wagner ou Romarinho, para fazer trio com Guerrero e Emerson. A tendência é que Douglas perca a vaga.

Time por time, o Chelsea é melhor. Não sou eu que estou afirmando, mas sim, análises da crônica esportiva. Mas o chavão é tão velho quanto válido: em campo são 11 contra 11. É verdade que as duas equipes não convenceram na estreia, mas ambas mostraram o que tem de melhor. O Corinthians, especialista em controlar o jogo e não tomar gols. O Chelsea, em tocar a bola com precisão e paciência, aproveitando espaços com velocidade. É esperar para ver.

 

Tite sinaliza com mudanças no time para o jogo contra o Chelsea

Tite sinaliza com mudanças no time para o jogo contra o Chelsea