Humortecido de amanhã


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Chama-se de Bode Expiatório aquele que leva, sozinho, a culpa por todo um rebanho. Se Ronaldo Nazário, o Fenômeno, estive em forma, ele seria um Bode Expiatório. Como está bem longe da melhor forma (e assim parece que vai ficar), ele está mais para um hipopótamo expiatório.

 

 

SE NÃO, VEJAMOS, tudo acontece com o Fenômeno. Pelo que se vê na imprensa, ele é o único jogador (agora ex-jogador) que bebe, fuma cigarro e sai com travestis. A última agora é pegar no pé do cara porque fotografaram ele convidando o Edmundo pra fumar um baseado depois do jogo de despedida do São Marcos.

 

DEPOIS DESSA, anda circulando pela internet uma foto com o pré-candidato do PSDB à presidência da República, Aécio Neves (no cabeçalho da coluna). Isso porque Ronaldo já apareceu com Lula e Dilma diversas vezes.

 

ISSO É QUE É prestígio. Mesmo sendo um atleta pouco desportivo, mulherengo, com orientação sexual fora do padrão e agora maconheiro, em 2014 o Fenômeno deve render votos para gregos e troianos.

 

E O QUE SERÁ de Tróia depois disso? Nem Ulisses sabe.

 

E ATÉ O CHICO (o Buarque) já explicou o que acontece com gente do tipo do Ronaldo: “É pirueta pra cavar o ganha-pão, que a gente vai cavando só de birra, só de sarro e a gente vai fumando que também sem um cigarro, ninguém segura esse rojão”.

 

AGORA É OFICIAL: A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) anunciou o primeiro trem-bala brasileiro. Só falta fazer a licitação para a compra do revólver e ver se o calibre do bruto vai ser 22 ou 45.

 

E SE O MUNDO acabar de verdade, essa vai ser a última coluna. “Na calma manhã, o fim virá quando o número de círculos do cavalo dançante chegar a 9”. Essa frase é uma minuta de Nostradamus, e o cavalo dançante é o cantor Psy. Coréia significa exatamente “terra calma” e Gangnam Style está perto de chegar a 1 bilhão de acessos – 9 zeros, ou círculos.

 

RESPEITO Nostradamus, mas acho que o fim do mundo mesmo é o “Ai se eu te pego” e “Tchê rê rê tchê tchê. E como diria Che, o Guevara, “sem perder a ternura, jamais”. Mesmo que o mundo – ou a paciência – chegue ao final.