Os filmes da minha vida


Essa é daquelas postagens que só servem para que o leitor conheça um pouco da formação cultural do administrador deste blog, e tentar identificar de onde sai tanta ideia. Uma lista dos filmes que mais incidiram no meu jeito de ser, por ordem de importância.

 

10º lugar:

9 – A Salvação

 

 

A humanidade foi exterminada pelas máquinas, que construíram um exército e se rebelaram contra o cientista que as criaram. Prevendo o fim, este mesmo cientista encontra uma forma de fazer um backup de sua alma em nove bonecos de pano, cada um deles ressaltando uma característica do ser humano. Em um mundo apocalíptico onde esses bonecos são tudo o que restou da humanidade, o filme encanta pela sua beleza plástica e enredo bem amarrado.
Dirigido por Shane Acker e produzido por ninguém menos que Tim Burton, a animação americana de ficção científica é – nas palavras do próprio Burton – assombrosamente belo. Tem um toque de aventura e uma pitada de terror.

 

9º lugar

 

A Origem

Genial. Não há outra palavra para descrever a ficção científica escrita, dirigida e produzida por Christopher Nolan e protagonizada por Leonardo Di Caprio. Misturando conceitos de arquitetura, psicologia e ciência – com um pouco de inspiração na obra do escritor argentino Jorge Luis Borges – o filme tem a ação nas veias e prende a atenção da primeira à última cena.
A Origem demorou dez anos para ir dos rascunhos de Nolan ao set de filmagens e é permeado por uma série de conceitos e referências, desde a arquitetura japonesa na Idade Média, passando por Stanley Kubrick até perseguições ao estilo James Bond.

 

 

8º lugar

Número 23

Quem diria que um ator rotuladamente cômico do cinema contemporâneo poderia surgir como protagonista de um drama puro e denso. Pois o perfeccionismo de Jim Carrey prova que ele é bem mais do que um semblante engraçado na indústria cinematográfica.
Com um enredo digno dos melhores autores de Best Sellers, Número 23, dirigido por Joel Schumacher, conta a história de um pacato funcionário do canil municipal que vê sua vida se tornar o caos pela incidência e interferência do número23. Obcecado pelo algarismo, ele vai até as últimas consequências matemáticas para desvendar o mistério de sua própria vida.

 

 

7º lugar

O Exorcista

 

Sem dúvida, O Exorcista é um filme que extrapola o universo dos filmes de terror para garantir lugar como uma das grandes obras do cinema na segunda metade do século 20. Inspirado no livro homônimo de Willian Peter Blatty (que aliás, adaptou o roteiro para o cinema), o longa metragem é um dos mais lucrativos filmes de terror de todos os tempos.
Com tomadas de câmera e cenários abusando do sombrio e uma trilha sonora horripilante, O Exorcista foi um marco dos efeitos especiais no início dos anos 1970. Dirigido e produzido por Willian Friedkin, o filme até hoje fascina os fãs do gênero.

 

 

6º lugar

Forrest Gump

Já escrevi exclusivamente sobre este filme no blog. Mas nunca é demais lembrar o longa dirigido por Robert Zemeckis – baseado no livro homônimo de Wiston Groom – e protagonizado por Tom Hanks que conta a história de um homem simples e pouco inteligente do Alabama, que roda o mundo presenciando e participando de passagens importantes da história da humanidade, como a Guerra do Vietnã e os famosos movimentos de quadril de Elvis Presley.
Sublime, emocionante, fraternal e inocente. Forrest Gump é o retrado do personagem pitoresco que se firma como herói, um conceito importado do iluminismo, em contraposição aos heroicos nobres com suas espadas e armaduras.

 

 

 

5º lugar

A vida é bela

É uma brilhante mistura da comédia pastelão com o drama peculiar de um filme que se passa durante a Segunda Guerra Mundial. O filme dirigido e estrelado pelo Italiano Roberto Benini é uma forma diferente de se olhar o nazismo, ridicularizando a ideia base da perfeição da raça ariana.
Conta a história de um judeu que é mandado para o campo de concentração com sua esposa e filho pequeno. O personagem de Benini é tragicamente divertido e discute os sacrifícios que os pais são capazes de fazer pelos filhos. Pra quem ainda não viu, classifico como imperdível.

 

 

4º lugar

Cantando na chuva

Considerado o mais importante musical da história do cinema, Cantando na Chuva tem algo mais do que a genialidade de Gene Kelly e a cena que ficou eternizada na cabeça de especialistas e leigos admiradores da sétima arte. O filme é uma divertida sátira sobre a própria indústria cinematográfica, e mostra como o culto à futilidade da vida moderna tem origem no lifestyle das grandes estrelas de quase cem anos atrás.
Fora isso, faz uma divertida caricatura sócio-cultural da indústria. Tudo isso temperado com belas coreografias e canções que fazem referência aos primórdios da produção artística e narram a transição entre o cinema mudo e o falado.

 

 

3º lugar

Blade Runner

Inspirado no livro “Do Androides dreans with eletric sheep?”, de Philip Kindred Dick, o filme conta a história da caça de robôs replicantes, cujo a existência foi proibida e eles, banidos do planeta por serem considerados uma ameaça à raça humana.
Dirigido por Ridley Scott e com um elenco de estrelas como Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young e Daryl Hannah, Blade Runner convida a sonhar com um futuro nada distante, ao mesmo tempo em que alerta a humanidade sobre como o mundo pode vir a ser.
Tudo isso com a velha fórmula do cinema, sem parecer piegas: amor, dilemas e ação.

 

 

2º lugar

Sociedade dos Poetas Mortos

O filme que lançou Robin Willians para a lista de grandes atores do cinema americano é uma reflexão sobre o dia a dia em uma escola só para homens, com seus dilemas naturais da adolescência e a as experiências em busca da essência da intelectualidade e da sabedoria.
Repleto de citações de grandes nomes da literatura de língua inglesa, Sociedade dos Poetas mortos chama atenção para a vida sob a ótica da expressão latina Carpe Diem, “aproveite o dia”.

 

 

 

 

 

 

O filme dá uma ideia clara da extensão da genialidade de Charles Chaplin, tecido sob uma ferrenha crítica aos rumos do capitalismo. O cineasta também critica o imperialismo, o liberalismo, o conservadorismo, o nazismo e a Revolução Industrial. A mensagem é clara: a máquina tomando o lugar do homem leva à criminalidade.
Chaplin é um dos inventores do cinema como o conhecemos hoje. Tempos Modernos é uma grande aula sobre o processo construtivo e criativo do diretor. De quebra, a belíssima trilha sonora com “Smile”, talvez a melhor de suas canções.