Aqui é Farropílha!


Quando um conflito político-diplomático não tem solução. Alguns defendem a ideia de que a Guerra dos Farrapos foi resultado do esgotamento das negociações de políticos liberais das províncias do sul, que queriam maior autonomia. Em uma região onde o ideal separatista imperava e a produção econômica era voltada ao mercado interno, não precisou de muitos outros argumentos.

Em uma reunião na noite de 18 de setembro de 1834, lideranças políticas, econômicas e sociais sulistas, decidiram que em 48 horas, tomariam Porto Alegre militarmente e destituiriam o presidente provincial Antonio Rodrigues Fernandes Braga.

Os revolucionários, comandados por Bento Gonçalves, tomaram a cidade de Porto Alegre, forçando a retirada das tropas imperiais da região. A guerra durou dez anos e apesar de perdida pelas forças libertárias, ajudou a propagar ideais republicados no Brasil Império. Ainda em 1835, Bento Gonçalves foi preso. O que não impediu várias vitórias dos revoltosos frente às tropas imperiais. Em 11 de setembro de 1836 é proclamada a República Rio-Grandense.

Mesmo na prisão, Bento Gonçalves presidente pelos farropilhas. Ele foge em 1837 e assume de fato. Em 1842, o governo imperial nomeou Duque de Caxias para comandar uma ação com objetivo de finalizar o conflito separatista no sul do Brasil. Três anos e vários conflitos depois, os farroupilhas aceitaram o acordo proposto e a Guerra dos Farrapos terminou.  A República Rio-Grandense foi reintegrada ao Império brasileiro.

A revolução influenciou movimentos que aconteceram em outras regiões do Brasil, como a Revolução Liberal, em São Paulo em 1842 e a Sabinada, na Bahia em 1837.

 

O quadro “Carga de cavalaria Farroupilha”, de Guilherme Litran, faz parte do acervo do Museu Júlio de Castilhos, em Porto Alegre