E que a Força esteja com vocês!


O PROTAGONISTA
Tido por muitos
como o jedi mais
poderoso da história
da Força, Dart Vader é herói
e vilão da trama

Calcula-se que, em toda web, aproximadamente um trilhão de páginas estão em atividade. Dessas, algo em torno de cem milhões (pouco mais, pouco menos, dependendo do provedor de busca) são diretamente referentes ao termo “Star Wars”. E essa proporção é apenas uma demonstração neutra sobre como a história lançada por George Lucas no final dos anos setenta e meados dos anos oitenta, e, finalizada no começo do século 21, encanta o mundo real. Outra conta que se faz é que, neste mesmo começo de século 21, mais de 500 mil pessoas em todo o mundo se declararam oficialmente seguidoras da religião jediísmo.

O que Star Wars tem que desperta tanto fascínio? A explicação vem da mitologia. A contraposição Bem x Mal e a jornada de um herói formam o pano de fundo onde o autor alfinetou elementos míticos que compõe o inconsciente coletivo da humanidade desde as civilizações mais antigas. Tudo isso, em uma galáxia muito muito longe.

Ao lado, os principais personagens, e a reportagem a seguir é uma breve impressão sobre a obra. Como diria Mestre Yoda, “que a força esteja com vocês”.

A saga dentro da saga

A CAPITAL
Depois do domínio da velocidade da luz, Coruscant se torna o centro social e tecnológico do universo, e sede do Conselho da Ordem Jedi

Dez mil anos antes do nascimento de Anakin Skywalker (que mais tarde seria Darth Vader), um ser humano inventou o hiperdrive, dispositivo capaz de levar as naves espaciais a viajar em segurança na velocidade da luz. Foi uma espécie de reinvenção da roda daquele tempo, naquele espaço. Tamanho avanço tecnológico possibilitara a comunicação com outras galáxias, a interação com outras espécies e a criação de novos conceitos de termos como “economia”, “comércio” e “governo”, entre outros.

Tal invento dá poder àquela raça, habitantes do planeta Coruscant, que se funde em uma única nação, sob o controle de um supremo chanceler, assistido por um senado, igual era na Roma Republicana. O planeta expandiu suas relações de forma pacífica, levando e trazendo conhecimento e civilização aos lugares mais remotos da galáxia. Nesse processo começam os estudos sobre a Força, um campo de energia proveniente de todas as coisas vivas.

Os povos do universo descobrem que é dominar essa energia é possível àqueles que vivem em simbiose com os midiclorians, microrganismos que regem a relação com a Força. Nasce a Ordem dos Cavalheiros Jedi, seres treinados desde muito novos a não deixarem se corromper com o poder que tem nas mãos, e assim serem instrumentos da manutenção da ordem e da paz no universo. A evolução da sociedade dá origem à Republica intergaláctica, com representação aberta no senado a todos os seus membros, e com sede em Coruscant.

E forma de usar a força causou uma ruptura entre os jedis. Um grupo queria mais poder, e defendia isso através da representação política da Ordem. Outros eram contra, queriam a isenção. Com sede de poder, os jedis descobriram que a Força tinha o seu lado negro, e que ele era bastante poderoso. Banidos de Coruscant para os confins da galáxia, esses jedis encontraram novas raças, passaram a se chamar de siths (e todos os seus cavaleiros são chamados de darths) e criaram um governo paralelo: o Império Sith.

Quase um milênio se passou até que os dois sistemas se encontraram em suas expansões. O resultado foi a guerra. Os jedis queriam combater o uso do lado negro da Força, temendo pelo seu equilíbrio. Derrotas, os siths foram julgados pelo Senado da República e condenados à morte. Darte Bane, e seu aprendiz, conseguem fugir e reerguem a filosofia Sith.

Muitos jedis foram contra a extinção força de toda uma raça, e ficou claro que faltava equilíbrio a Força. É quando surgem as profecias sobre a vinda de um escolhido, um jedi tão poderoso que traria o equilíbrio à Força. E é aí que entra Anakin Skywalker, e tem início a saga a ser contada pelo cinema.

 

 

Uma história que começa pelo fim

 

Nunca viu Star Wars? Nunca ouviu falar em Darth Vader, Luke Skywalker, Hans Solo ou Mestre Yoda? Calma. Nem os filhos dos mais fanáticos pela obra de George Lucas nasceram conhecendo a saga. Dois conselhos: número um, se nunca viu, veja e, número dois, comece pelos filmes mais novos, para poder acompanhar a trama do herói/vilão/herói de forma linear.

Isso porque, pela impressionante quantidade de informações que existem sobre a história de Coruscant e da Força, é fácil supor que George Lucas só descobriu que o texto seria muito grande para o cinema, bem depois de ter começado a escrever. Em um tempo de crise no gênero da ficção científica, nem mesmo Lucas (que ao contrário do que muitos pensam, já era uma máquina de fazer $$$) gostaria de arriscar tanto.

Preparou uma trilogia do meio para o fim, com o clássico clichê do rebelde que luta contra a tirania de um Império. Lançou “Uma Nova Esperança”, em 1977, e público vibrou com a história de um cavaleiro com espada e tudo em um futuro longínquo, e logo saíram “O Império Contra Ataca”(1980) “O Retorno de Jedi” (1983), com Luke Skywalker levando a esperança contra a ditadura.

Com o sucesso garantido, dezesseis anos depois do último filme, George Lucas resolve lançar a primeira parte dessa história de Império contra rebeldes. Foi quando o começou a ter uma breve idéia do tamanho do universo que havia sido criado para abrigar a trama de Star Wars.

Uma minuciosa trama política, de espionagem, traições e paixões, puxa os acontecimentos de ação. Em 1999 saiu “A Ameaça Fantasma”, em 2002 “Ataque dos Clones” e, por último, “A Vingança dos Sith”, com Anakin Skywalker no centro da trama, e a história de como ele foi corrompido pelo lado negro da Força, até se tornar Darth Vader.