problemas e soluções


Conforme vem se tornando praxe neste blog, toda grande entrevista publicada pelo jornal O ECO nos finais de semana ganha uma prévia.

 

Professor de História e candidato a prefeito pelo Psol, Edson Fernandes é o personagem desta semana. Entre tantas perguntas que todo mundo faz e resposta que todo mundo responde em anos de eleição, ele tem algo diferente a dizer. A entrevista foi gravada pelo amigo e companheiro jornalista Vítor Godinho e transcrita por mim. 

 

 

O ECO – Quais são os principais problemas da cidade?

Fernandes – Meio ambiente é um dos principais e precisa ser atacado de frente e com rigor. Muita gente não sabe, mas o relatório da Cetesb aponta as empresas que poluem o meio ambiente e a população não fica sabendo, e são empresas que fazem financiamento de campanha. Aliás, nos do Psol somos contra o financiamento privado de campanha. Defendemos o financiamento público, até porque a empresa não é um ente político. Um empresário pode ser, uma empresa não. A educação também. Embora os índices tenham melhorado, se levarmos em conta que o mesmo grupo está no poder há 12 anos, a situação deveria ser melhor. A cidade tem recursos e ouvimos falar em muitos gastos que não deixam o professor descontente e não tem relação com a prática do dia a dia. O transito, entendemos que precisa de um planejamento de modo a aproveitar melhor as ciclovias. Especulação imobiliária é outro problema. Temos vários terrenos desocupados no centro, alguns, inclusive, tinham construções históricas e hoje estão vazios.

 

O ECO – E quais são as soluções?

Fernandes – Divulgar os relatórios das entidades oficiais, que hoje ninguém sabe disso. Até como forma da população começar a se inteirar desses problemas e poder dar opinião nessa instância de debate. Assinamos um compromisso de eliminar o uso de certos agrotóxicos, já proibidos em outros países. Pretendemos discutir com a sociedade a proibição da queima da cana e o fim da pulverização com defensores agrícolas. Vamos propor um IPTU progressivo para terrenos e moradias que estão desocupados, forçando o proprietário a dar destino. Aumentando a oferta, a tendência é o preço cair. Nos preocupamos em brecar essa prática da especulação imobiliária e há medidas que possibilitam isso, que já são adotadas nas maiores cidades do mundo. O transporte tem que ser municipalizado. Se em Agudos e em Macatuba, a tarifa é zero, aqui não tem motivo para ser R$ 2,35. A cidade tem recursos para fazer um transporte mais barato, não digo zero, mas com um preço menor. Na educação, somos contra sistema apostilado. Defendemos a participação dos professores na elaboração do projeto pedagógico e a qualquer projeto que se refira à sala de aula, não tem que terceirizar nada. E a municipalização do hospital e do pronto socorro. Temos estudos que indicam que hospitais do poder público estão em melhores condições que os das organizações sociais.