11 de setembro? Que nada! Hiroshima e Nagasaki


Foto da bomba atômica destruindo Hiroshima

 

Os Estados Unidos chamam o 11 de setembro de 2001 de pior ataque terrorista da história. Eu acho que ele fica, no máximo, em terceiro. Perde feio para as duas bombas nucleares jogadas por eles no Japão. Os ataques a Hiroshima e Nagasaki são “aniversariantes” desta semana.

 

Número de mortos:

Nova Iorque, 11 de setembro de 2001: aproximadamente 5 mil

Hiroshima, 6 de agosto de 1945: 140 mil

Nagasaki, 9 de agosto de 1945: 80 mil

 

Uma parceria entre Estados Unidos, Inglaterra e Cana projetou e construiu três bombas. O nome código da missão era Projeto Manhattan. A primeira bomba, a Gadget, foi testada em Los Alamos, no Novo México, em julho de 1945. As bombas de Hiroshima e Nagasaki foram a segunda e a terceira a serem detonadas.

A decisão foi tomada pelo então Presidente Harry Truman, que havia substituído havia poucos meses o falecido Franklin Roosevelt. Na escolha dos alvos, prevaleceram os interesses político-econômicos. Hiroshima e Nagasaki eram as regiões mais desenvolvidas industrialmente do Japão na época.

O envenenamento por radiação causou a morte em cerca de 1% dos que sobreviveram à explosão inicial. Até ao final de 1945, mais alguns milhares de pessoas morreram devido. Até hoje, mais de 10 mil pessoas morreram devido a causas relacionadas à radiação.

Os historiadores norte-americanos defendem a tese de que as bombas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki puseram fim à Segunda Guerra Mundial. Sem negar o importante efeito psicológico que tiveram os bombardeios atômicos, que precipitaram a capitulação do Japão, ao mesmo tempo não se pode aceitar que eles tenham sido os responsáveis pelo final da guerra.

No entanto, ainda depois de Hiroshima ter sido reduzida a cinzas pelo fogo atômico, os militares japoneses continuaram afirmando que o Exército e a Marinha de Guerra imperiais eram capazes de continuar combatendo.

Os bombardeios atômicos de cidades japonesas não tinham nenhum objetivo militar.

 

Os sobreviventes do bombardeamento são chamados de hibakusha, palavra japonesa traduzida literalmente por “pessoas afetadas por bomba”.

O seu uso tem sido classificado como bárbaro, visto que cem mil civis foram mortos, e as áreas atingidas eram conhecidas por serem altamente povoadas por civis. Nos dias imediatamente anteriores ao seu uso, vários cientistas defendiam que o poder destrutivo da bomba poderia ter sido demonstrado sem causar mortes.

 

Uma das imagens mais famosas da humanidade, a bomba atômica jogada sobre Nagasaki