Uruguai vê na industrialização da maconha uma medida para evitar a escalada na delinquência juvenil


A maconha no mundo: O consumo humano da cânabis teve início no terceiro milênio A.C.

 

O governo do Uruguai planeja legalizar a venda de maconha para evitar que os adolescentes consumam pasta base de cocaína, que é assinalada como a causa do aumento da delinquência juvenil no país. Segundo a imprensa uruguaia, o governo pretende estabelecer registros de consumidores, que poderão comprar até 40 cigarros por mês. A comercialização incluirá um imposto destinado à reabilitação de dependentes.

A proposta governamental pretende que a droga tenha controles de qualidade garantida. Ainda falta definir a forma e os locais de venda da maconha. O raciocínio é simples. Com a erva encontrada no comércio, o usuário deixa de ter contato com o traficante, que geralmente é a mesma pessoa que comercializa a pasta base de cocaína.

A ideia do governo uruguaio é por a maconha no mesmo nível de drogas já lícitas na maior parte do mundo, como o tabaco e o álcool. Ou seja, industrializada, legalizada e vendida com as devidas advertências e recolhendo os impostos sobre a atividade.

Assim como no Brasil, no Uruguai o consumo de maconha para uso pessoal é legal. O governo já enviou ao Parlamento um projeto de lei para descriminalizar seu cultivo. Segundo as estatísticas, no país – que de 3,3 milhões de habitantes – existem 150 mil consumidores de maconha, dos quais 60 mil fumam diariamente.

No mundo:

A posse, uso ou venda da maconha se tornou ilegal na maior parte do mundo no início do século XX.

As Nações Unidas estimam que 4% da população mundial (162 milhões de pessoas) usam maconha exporadicamente e cerca de 0,6% (22,5 mi) consomem-na diariamente.

É descriminalizada na Holanda e no Canadá. Seu uso é popular na Jamaica, onde é conhecida como “ganja”. Os rastafáris atribuem a ela poderes divinos.

Em alguns países da Ásia Oriental, o consumo pode levar à prisão do usuário. A venda é punida com a prisão perpétua ou mesmo com a pena de morte.