A história do capitalismo


Texto de minha humilde autoria com base em bastante pesquisa e alguma vivência (inclusive, como ex-militante do “outro lado”, o socialismo). Você é empresário? Preste atenção. Pode ser que você esteja fazendo algo errado e ainda não saiba. 

 

Ao contrário do capitalismo ancestral, que pregava a redução de custos com recursos humanos e sua consequente exploração como caminho ao o maior lucro possível, passa a vigorar a ideia de que ter os melhores profissionais do mercado e mantê-los motivados é a base de uma empresa lucrativa.

 

 

Caracterizado pela propriedade privada dos meios de produção, mercados livres e trabalho assalariado, o capitalismo tem seu surgimento comumente associado ao fim do feudalismo europeu, no final da Idade Média.

O capitalismo surge talvez como uma consequência da própria evolução da humanidade. Os primeiros homo sapiens viviam em tribos nômades, e não tinham o conceito de propriedade privada, porém, havia distinções de propriedade entre tribos. Já com as tribos consolidadas, todas as terras eram do rei e todos trabalhavam nelas, em um sistema de produção bem parecido com o feudalismo. E, na medida em que o ser humano passa a viver em sociedades maiores, aumentava a necessidade de regras para a regência das relações interpessoais.

A peste negra havia matado 35% da população européia e a fome assolava o continente. As antigas cidades reativam o comércio, e cresce a demanda, principalmente, por comida. No começo a produção era destinada à troca, e não ao consumo imediato. Não havia trabalho assalariado, todo a produção era de responsabilidade do produtor independente, chamado de artesão, desde a obtenção da matéria prima, estruturação de oficinas e instrumentos de trabalho, até a produção do bem, propriamente dita.

A realeza expandia seu poderio econômico com o mercantilismo. O Estado controlava a economia e buscava colônias para extração de metais, principalmente ouro e prata. O trabalho assalariado cresce bastante, mas ainda com a predominância do artesão no mercado. Nessa fase, a maior parte do lucro já ficava nas mãos dos comerciantes intermediários, e não mais nas dos produtores. Ganhava mais quem conseguia comprar e revender a mercadoria do quem que a produzia.

Mas, oficialmente, o capitalismo só veio a se consolidar com a onda de revoluções liberais que tomou conta da Euroa no final do século 18. E, principalmente, com a Revolução Industrial, começa o ininterrupto processo de produção em massa, geração de lucro e acúmulo de capital.

Uma das primeiras consequências do crescimento do capitalismo foi a concentração de capitais, já no final do século 19. Indústrias, bancos, corretoras de valores, casas comerciais, surgiram para uma disputa acirrada pela administração desse dinheiro. A concorrência resultou em uma série de fusões, com mega corporações monopolizando mercados inteiros, em um processo que teve seu auge com o fim da Primeira Guerra Mundial, com o surgimento dos maiores grupos econômicos da atualidade.

Com isso, deixa de ser possível fazer a distinção entre o capital industrial e o capital bancário. Os bancos passam a ter papéis cada vez mais importantes na vida da indústria. O resultado é a dominação do mercado por grandes coporações, o que mata a livre concorrência e livre mercado, princípio básico do sistema. A produção encalha, porque os baixos salários pagos pela indústria não possibilita a expansão do mecado de consumo. Esse cenário foi um dos responsáveis, inclusive, pela crise de 1929.

O Estado passa a interveir agindo, hora como agente planejador, hora como agente produtor, pricipalmente depois da crise. Em cada setor da economia – petrolífero, elétrico, siderúrgico, têxtil, naval, ferroviário… – passam a predominar alguns grandes grupos. Muitos desses grupos transformaram-se em conglomerados econômicos, resultantes de um processo mais amplo de concentração de capitais, dominando todas as etapas do processo de produção e várias frentes de mercad. O Mistubishi Group, o maior conglomerado do mundo, fabrica de alimentos e material escolar a navios e aviões.

No século 21 o capitalismo investe suas forças nos recursos humanos. As empresas passam a oferecer benefícios aos funcionários, antecipando-se à ação de sindicatos. Dessa época surgiram conceitos como a redução de jornada de trabalho, participação nos lucros, ganhos por produtividade e participação societária para produtos inovadores.