Um gênio? Um louco? Não. Simplesmente Hemingway


Há 60 anos, autor  de uma das mais importantes obras literárias do século 20, cometia suicídio e encerrava, aos 61, uma vida marcada por divórcios, doenças e histórias de guerra

 

No começo da década de 1920, entre o fim da Primeira Guerra Mundial e a Crise de 1929, uma série de escritores e intelectuais norte-americanos se mudaram para Paris. Entre eles, o escritor que viria a popularizar o termo Geração Perdida. Ernest Hemingway nasceu em Oak Park, Illinóis, Estados Unidos, em 1899 e foi o autor de uma das mais importantes obras literárias do século 20.
Quase todos os seus romances resultaram de experiências de sua própria vida. Durante a Primeira Guerra Mundial, foi motorista de ambulância da Cruz Vermelha. Ferido, foi afastado do front e no hospital apaixonou-se pela enfermeira Agnes Kurowsky, e dessa relação saiu inspiração para “Adeus às Armas”. De uma viagem à África na década de 1930 saíram mais três livros: “As neves do Kilimanjaro”, “As verdes colinas da África” e “A curta e feliz existência de Francis Macomber”.
Em 1937, foi cobrir a Guerra Civil Espanhola, matéria prima para “Por quem os sinos dobram”, de 1940. Participou da Segunda Guerra Mundial como membro da Força Aérea Britânica. Uma cena vista na Itália seria a inspiração para “Do outro lado do rio, entre as árvores”, lançado em 1950. Mudou-se para Cuba em 1952, onde escreveu “O Velho e o Mar” que, dois anos mais tarde, lhe renderia o Prêmio Nobel de Literatura.
Ainda em Cuba, trabalhou como agente secreto do FBI, experiência que rendeu o livro “As ilhas da corrente”, sua última obra, publicada em 1961. Poucos meses depois do seu lançamento, suicidou-se no dia 2 de julho com um tiro de fuzil em Ketchum, Idaho, nos Estados Unidos.