Paradoxal Homo Sapiens


Ou “a grande piada de Deus”

 

 

Complementando – confirmando até – a Teoria da Evolução de Charles Darwin, o Homo Sapiens (nome científico dado à raça humana) domina o planeta. E é, do mesmo planeta, o maior exemplo da meritocracia. Afinal, o homem é capaz de coisas incríveis, coisas estas que, tempos atrás, ele próprio não acreditaria serem possíveis ou sequer, imagináveis.

Exemplo? Não fosse Galileu, jamais Armstrong pisaria na Lua. E se, em seu tempo, alguém dissesse a Galileu que o homem chegaria à Lua, ele próprio tomaria a afirmativa como piada ou ofensa grave à sua inteligência.

O homem também é capaz de outras façanhas, impossíveis às outras espécies sem o tal polegar opositor. Ele adestra a natureza, quando não consegue, a destroi. Todas as outras raças que já passaram ou ainda estão na Terra interagem com o ecossistema. O ser humano, pelo contrário, constrói seu próprio ecossistema, ao qual damos os nomes de cidades, sociedades ou comunidades. Coisas que, nada mais são, do que mundos artificiais criados dentro do natural para suprir a falta de capacidade (ou excesso dela) do ser humano.

Somos capazes de sentir, de pensar, de amar, de refletir sobre as coisas.

Nós, homo sapiens, também somos os únicos seres capazes de cometer o suicídio. Todos os outros brigam instintivamente pela vida, até seu último respiro. Também nós, os homo sapiens, somos os únicos de capazes de matar os da nossa própria espécie.

Paradoxais, somos ao mesmo tempo, tão belos e perigosos enquanto seres existentes. Enquanto mecanismos de vida, o ser humano é, ao mesmo tempo, tão complexo quanto imperfeito, capaz de sabotar a si mesmo através da desarmonia na produção de substâncias pelo nosso cérebro, super desenvolvido e ainda misterioso.

Paradoxais, nos sensibilizamos com tanta coisa e ao mesmo tempo somos capazes das mais cruéis barbáries. Paradoxais, somos capazes de acumular e produzir tanto conhecimento e mal conhecemos e compreendemos o nosso próprio funcionamento.

Enfim, paradoxais, somos o grande fruto da Criação e, ao mesmo tempo, a grande piada de Deus.